Transtorno de Pânico

Transtorno de Pânico

O Pânico se caracteriza pela crise de ansiedade em grau mais elevado, apresentando além de sintomas psiquiátricos, sintomas físicos como palpitação, tremor, falta de ar e sensação de morte iminente. Geralmente aparece subitamente, em um momento inesperado, e costuma atingir o ápice em cerca de cinco a dez minutos, durando cerca de 20 a 30 minutos.

Esse evento é tão marcante que algumas pessoas começam a se preocupar muito com o fato de poder ter novas crises. Quando o indivíduo tem crises de pânico recorrentes, gerando uma grande preocupação em ter novas crises. Caso essa preocupação cause sofrimento e prejuízo nas atividades cotidianas, considera-se que esse indivíduo apresenta Transtorno de Pânico com agorafobia.

Muitos passam a evitar locais nos quais não conseguiriam escapar ou pedir ajuda caso passem mal ou tenham uma crise de pânico. Normalmente esses locais são aqueles com muitas pessoas, fechados e sem muitas possibilidades de saída.

Tratamento do Pânico

O Transtorno de Pânico é, na saúde mental, um dos quadros que apresenta melhor resposta ao tratamento. Em alguns casos pode-se chegar até 90% de cura. Caso não tratado, o indivíduo com Tr. de Pânico tem maiores chances de desenvolver quadros depressivos, ansiosos, dependência de álcool e benzodiazepínicos (utilizado muitas vezes para aliviar os sintomas ansiosos) e até pensamentos suicidas.

O diagnóstico geralmente é feito nos prontos socorros, onde o paciente busca ajuda devido às palpitações e sensação de morte iminente, sendo encaminhado ao profissional especializado.

O tratamento depende de cada caso. Para algumas pessoas é indicado o tratamento com psicoterapia, medicação ou ambos.

É sempre importante que sejam descartados problemas clínicos que podem se apresentar de forma semelhante com crises de pânico. Assim, em geral, na primeira consulta são solicitados exames de sangue, imagem, eletrocardiograma e outros que foram julgados necessários. Também, essa avaliação inicial é muito importante estabelecer um plano de tratamento, escolhendo-se psicoterapia e/ou medicamentos mais efetivos para cada caso.

Os remédios para tratamento não causam dependência, tem muito poucos efeitos colaterais e não alteram a personalidade do individuo.

São sempre utilizados na menor dose e pelo menos tempo possíveis. O objetivo é a recuperação completa de todos os sintomas e o retorno no paciente ao melhor de sua qualidade de vida social, profissional e familiar.

CUIDADO: ANSIOLÍTICO CAMUFLA MAS NÃO TRATA PÂNICO!!!

Dicas para aliviar a crise de Pânico

  1. Vá para algum local mais calmo, de preferencia com pouco barulho e com baixa luminosidade.
  2. Tente não respirar rapidamente. Por mais que a sensação seja de falta de ar, respirar rápido aumenta a frequencia cardíaca e piora os sintomas físicos. O ideal é respirar fundo e divagar.
  3. Sempre tenha em mãos uma medicação de resgate, que alivia ou impede que entre em crise. Isso ajuda não só no momento da crise, mas também melhora a autoconfiança em enfrentar situações aversivas do dia a dia.