TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)

TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)

Geralmente as pessoas conhecem como TOC as manias de limpeza ou de checagem e, no entanto, até aonde isso faz parte do jeito da pessoa e a partir de onde é considerado Transtorno?
Aqueles comportamentos únicos de cada pessoa como por exemplo guardar coisas de um determinado jeito, incomodar com quadros fora do lugar ou com algo que está sujo podem ser sinais de TOC?

Manias ou TOC?

Psiquiatra TOC

O jeito diferente de cada pessoa, em específico os mais perfeccionistas ou organizados, com certas manias ou trejeitos são considerado parte da Personalidade.
Até podemos em alguns casos considerar que a pessoa apresente um Tr. de Personalidade Anancástica, que é justamente esse perfil “certinho” de mais, que não consegue ter um meio termo, contanto que esse funcionamento cause prejuízos pessoais e sociais. E, no entanto, ter essa personalidade ainda não significa que tenha um quadro de Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Em princípio, para ter o TOC, levamos em consideração dois grupos de sintomas: Pensamentos Obsessivos e Comportamento Compulsivo.

Pensamento Obsessivo

Pensamento Obsessivo é aquele que “invade” a mente, sem que consiga freá-lo. É um pensamento involuntário egodistônico, ou seja, o paciente não acredita racionalmente naquela ideia, mas que não consegue deixá-lo de sentir como real. De tal forma que cause muito incômodo e ansiedade na pessoa.

A alta intensidade e frequência desses pensamentos e o longo período de ruminação fazem com que o paciente perca muito tempo lutando contra essas ideias, gerando prejuízos no seu funcionamento.

Comportamento Compulsivo

O Comportamento Compulsivo é o ato que pode prosseguir o pensamento obsessivo com objetivo de aliviar ou tirar da cabeça a ideia angustiante. Por exemplo, pode vir uma imagem de um familiar se acidentando e você por mais irracional que seja fica com vontade de bater três vezes na mesa como um ritual que mude o rumo desse pensamento.

No entanto, as vezes pode ocorrer de realizar o ato compulsivo já de uma forma automática, checando diversas vezes a porta ou lavando diversas vezes a mãe mesmo não tendo o pensamento obsessivo.

Como muitas vezes esses comportamentos já vem desde infância, muitos pacientes nem percebem que estão realizando um Comportamento Compulsivo, ou acabam achando que é um jeito de ser, mas nesse caso faz parte dos sintomas do TOC.

Quando suspeitar de um quadro de TOC?

Para diagnosticar um TOC, como dito anteriormente a pessoa precisa ter Obsessões E/OU Compulsões e observar 3 elementos abaixo:

Tempo: A pessoa fica mais de 1 hora por dia imerso em Obsessões ou realizando Compulsões;

Sofrimento: A pessoa sofre muito com os pensamentos ou com as ações que realiza, achando-os “sem sentido”, mas não conseguindo evitar;

Prejuízo: Os sintomas do TOC começam a “atrapalhar” a rotina, evitando que a pessoa faça coisas importantes ou fazendo com que ela demore muito nesse processo.

Pensamentos mais Frequentes

Os temas das Obsessões ou Compulsões podem ser variados dependendo da história de cada pessoa. Existem alguns temas mais comuns, em torno do qual os indivíduos com TOC tendem a desenvolver mais pensamentos e comportamentos:

– Receio de CONTAMINAÇÃO e necessidade de LAVAGEM repetitiva;

– Necessidade de ORDEM ou SIMETRIA;

– ACUMULAÇÃO de objetos, com dificuldade de desfazer deles;

– Pensamentos de VERIFICAÇÃO, RELIGIÃO ou com conteúdos SEXUAIS.

Outros Sintomas

Ao vivenciar os pensamentos obsessivos ou tentar controlar as compulsões, os indivíduos com TOC podem ter muitos sintomas ansiosos, incluindo sintomas físicos como palpitações, sudorese, sensação de sufocamento, até mesmo o desencadeamento de crises de pânico. Também, em pessoas com compulsões em relação à limpeza, é comum lavagem de mãos e do corpo várias vezes, podendo levar a fissuras, alergias e lesões dermatológicas graves.

Tratamento do TOC

Medicamento

O tratamento medicamentoso se divide em 3 categorias:

– Tratamento da ansiedade: As medicações serotoninérgicas visam diminuir a ansiedade gerada pelas obsessões e compulsões e são portanto medicamentos de primeira escolha. Elas também controlam indiretamente os sintomas Obsessivos e em doses maiores a Compulsão.

– Tratamento do pensamento obsessivo: Quando os pensamentos obsessivos tangem a psicose, ou seja, são tão intensos que o paciente acaba acreditando na ideia, podem-se administrar medicamentos antipsicóticos para banir esses pensamentos.

– Tratamento da Compulsão: Outra medicação que é bastante utilizado no ato compulsivo é o Topiramato, assim como os outros anticonvulsivantes, que ajudam a brecar a repetição do ritual.

Psicoterapia

Psiquiatra toc

O tipo de terapia mais eficaz para o TOC é a chamada Terapia Cognitivo Comportamental. De forma simples o objetivo da terapia é ajudar a pessoa com TOC a tentar não lutar contra os pensamentos ou contra as sensações ruins, deixá-los vir, sem tentar evitar. Juntamente com isso, evitar, sim, ao máximo, fazer os comportamentos ou compulsões para aliviar essas sensações ruins.

Dicas para familiares e pacientes com TOC

– Tente ir abandonando, aos poucos, a idéia de controlar os pensamentos e a vontade de fazer as compulsões. O objetivo é, aos poucos, focalizarmos nossos esforços em deixar os pensamentos e desejos irem e virem e evitar agir para aliviá-los. Apesar de ser muito difícil no início, cada vez que você conseguir não fazer o ritual ou ação compulsiva você estará “diminuindo o automatismo “do TOC no seu cérebro!

– Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é absolutamente normal. No entanto, deve chamar a atenção dos pais a intensidade e a frequência desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é o prejuízo que esses comportamentos estejam causando;

– Os pais e familiares não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão que alivia a ansiedade;

– O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família inteira. No entanto, a família NÃO deve mudar a sua rotina em função do TOC, ou seja, não precisa lavar a louça mais de uma vez porque o filho se sente incomodado.

– Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é compreensível, mas é um péssimo caminho. Quanto mais se adia o tratamento, mais grave fica a doença e maior o sofrimento para o paciente e para sua família!

Dr. Thomas Katsuo Ito
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