Compulsão Alimentar

Compulsão Alimentar

A COMPULSÃO ALIMENTAR caracteriza-se por episódios recorrentes de consumo de grandes quantidades de alimentos com sensação de perda de controle. Eles podem ou não ser seguidos por comportamentos compensatórios inapropriados, tais como indução de vômitos ou abuso de laxantes.

Como diagnóstico diferencial temos o aumento do petiscar, geralmente observado no Transtorno de Ansiedade e no Transtorno Depressivo. No entanto, nesse caso não há grande ingesta de quantidade em curto período de tempo, com posterior náusea ou vontade de vomitar.

Em ambos os casos, o fato de comer não está ligado com a fome ou falta de nutriente, mas sim com o vazio emocional e consequente necessidade de preenchimento afetivo.

O comportamento compulsivo é parecido com o comportamento de Dependência Química. Muitas vezes os pacientes dependentes passam a apresentar problemas com a hiperfagia ao conseguir se manter abstêmio das drogas. Isso ocorre porque apesar de parar com o consumo de psicotrópicos, o comportamento ainda não foi corrigido.

Comportamento Compulsivo

Compulsão Alimentar

O início do comportamento ou o fator desencadeante é sempre algum fator emocional. Pode ser o estress do trabalho, ou alguma carência afetiva.

Em seguida vem a necessidade de preencher o aliviar essa dor emocional, de preferência de forma imediata.

As pessoas com baixa tolerância a frustração ou as pessoas mais impulsivas, acabam partindo para mecanismos de compensação de mais fácil acesso, mas muitas vezes patológicas. Como exemplo podemos citar o uso de drogas, sexo, uso de internet, fuga no trabalho, fuga no sono e também a fuga na comida.

Logo após o comportamento compensatório patológico, como o prazer é fugaz e momentâneo, vem o sentimento de culpa por não ter resistido e sensação de fracasso.

E essa sensação ruim, desencadeia novamente a necessidade de alívio, tornando-se um gatilho para o ciclo vicioso.

Tratamento

O tratamento da COMPULSÃO ALIMENTAR se divide em três etapas.

Primeiramente precisamos controlar a Impulsividade e a Compulsão com medicações de bloqueio, ajudando o paciente a conseguir pensar antes do ato e resistir em entrar no ciclo vicioso.

Em seguida, avaliamos o tratamento do fator emocional desencadeante, diminuindo a sensibilidade para a angústia e estresse, além de tratar as comorbidades como Ansiedade e Depressão.

Em terceiro lugar, diminuímos a chance de entrar no ciclo de busca de mecanismos compensatórios patológicos. Para esse fim, existem medicações que tendem a reduzir a intensidade do prazer gerado por esses comportamentos imediatistas e medicações que aumentam o nível de prazer nas outras atividades. Assim, a idéia é diminuir a tendência do cérebro buscar prazer patológico e aumentar a chance de procurar prazer saudável.

Nessa etapa do tratamento também faz-se necessário mudanças comportamentais e aumento do repertório de atividades prazerosas, que endosse o efeito da medicação e auxilie nos momentos de estress do dia a dia.

Perda de Peso

Compulsão Alimentar

Infelizmente tratar a COMPULSÃO ALIMENTAR pode não significar perda de peso. A mudança na balança acontece geralmente dependendo do quanto o organismo armazena e do quanto o organismo gasta em energia diariamente.

Isso também não é linearmente proporcional ao quanto se come ou ao quanto se faz de atividade física. O organismo pode estar no ritmo de anabolismo, absorvendo o pouco que come. Ou por mais que faça exercício, o organismo pode estar acostumado com o estilo de atividade, apresentando um gasto mínimo de calorias.

É necessário que seja averiguado cada caso minuciosamente para encontrar o fator perpetuador para o ganho ou não perda de peso. Não adianta, portanto, simplesmente exigir uma dieta rigorosa ou atividade física rigorosa para todos os pacientes sem analisar todo o funcionamento fisiológico do seu organismo.

Existem medicações que podem ajudar a mudar esse ritmo de anabolismo para catabolismo, além de auxiliar no aumento da energia para gasto calórico. Os endocrinologistas também utilizam, além dessas estratégias psiquiátricas, medicamentos que interferem na absorção e armazenamento de açúcar em nível celular, sendo portanto fundamental o acompanhamento em conjunto para uma melhor resposta.

Dicas para Controle da Compulsão

  1. Tome um copo d’água antes de comer qualquer coisa;
  2. Tente mentalizar o motivo emocional para aquela “fome” e tente criar outros mecanismos para aliviar esse sentimento;
  3. Se não conseguir resistir e acabar comendo algo, mastigue bastante e tente saborear ao máximo o alimento ingerido;
  4. Congele em pedaços pequenos todas as comidas que podem gerar compulsão. Por exemplo, congele em pedaços o chocolate. Assim vai ter dificuldade para comer o pedaço, dando tempo para a crise de gula passar.

Dicas para Projeto perda de peso

  1. Tenha uma alimentação variada. Procure comer sempre hortaliças e frutas!
  2. Não se alimente sem sentir o gosto. Saboreie a comida, mastigue lentamente, em pequenas “garfadas”, e sempre largue os talheres entre as bocadas. Coma devagar e mastigue bem. Dessa forma irá aumentar a saciedade.
  3. Não faça outras atividades enquanto está comendo. Isso causa perda no controle da quantidade ingerida.
  4. Diminua a fome exagerada comendo alimentos mais azedos (picles, limão, laranja, vinagre como tempero).
  5. Iniciar uma atividade de pequena intensidade geralmente logo após o café da manhã. Isso aumenta a sua energia durante o dia.
  6. Reserve um tempo no final do dia para relaxar. Isso diminui a ansiedade e consequentemente a frequencia e quantidade de comida ingerida.

Dr. Thomas Katsuo Ito
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