Esquizofrenia

ESQUIZOFRENIA

A esquizofrenia é uma doença mental crônica que geralmente se manifesta na adolescência ou início da idade adulta. Muitas vezes mesmo antes do primeiro surto psicótico, o paciente pode apresentar alterações de comportamento como isolamento, diminuição da capacidade racional, além de sensação de desrealização com sensação de que o mundo não é mais o mesmo.

Quais os sintomas? 

A esquizofrenia apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico.  Os principais sintomas são:

1. delírios: são idéias falsas, das quais o paciente tem convicção absoluta. Por exemplo, ele se acha perseguido ou observado por câmeras escondidas, acredita que os vizinhos ou as pessoas que passam na rua querem lhe fazer mal.

2. alucinações: são percepções falsas dos órgãos dos sentidos. As alucinações mais comuns na esquizofrenia são as auditivas, em forma de vozes. O paciente ouve vozes que falam sobre ele, ou que acompanham suas atividades com comentários.

3. alterações do pensamento: as idéias podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando o discurso do paciente difícil de compreender. Muitas vezes o paciente tem a convicção de que seus pensamentos podem ser lidos por outras pessoas, ou que pensamentos são roubados de sua mente ou inseridos nela.

4. alterações da afetividade: muitos pacientes tem uma perda da capacidade de reagir emocionalmente às circunstancias, ficando indiferente e sem expressão afetiva. Torna-se pueril e se comporta de modo excêntrico ou indiferente ao ambiente que o cerca.

Qual é a causa da esquizofrenia?

Não se sabe quais são as causas da esquizofrenia. A hereditariedade tem uma importância relativa, sabe-se que parentes de primeiro grau de um esquizofrênico tem chance maior de desenvolver a doença do que as pessoas em geral.

Como se diagnostica a esquizofrenia?

O diagnóstico da esquizofrenia é feito pelo especialista a partir das manifestações da doença. Não há nenhum tipo de exame de laboratório (exame de sangue, raio X, tomografia, eletroencefalograma etc.) que permita confirmar o diagnóstico da doença. Muitas vezes o clínico solicita exames, mas estes servem apenas para excluir outras doenças que podem apresentar manifestações semelhantes à esquizofrenia.

Como se trata a esquizofrenia?

O tratamento da esquizofrenia visa ao controle dos sintomas e a reintegração do paciente. O tratamento da esquizofrenia requer duas abordagens: medicamentosa e psicossocial. O tratamento medicamentoso é feito com remédios chamados antipsicóticos ou neurolépticos. Eles são utilizados na fase aguda da doença para aliviar os sintomas psicóticos, e também nos períodos entre as crises, para prevenir novas recaídas. A maioria dos pacientes precisa utilizar a medicação ininterruptamente para não ter novas crises. Em casos mais graves, a Eletroconvulsoterapia pode ser necessária. As abordagens psicossociais são necessárias para promover a reintegração do paciente à família e à sociedade. Devido ao fato de que alguns sintomas (principalmente apatia, desinteresse, isolamento social e outros) podem persistir mesmo após as crises, é necessário um planejamento individualizado de reabilitação do paciente. Os pacientes necessitam em geral de psicoterapia, terapia ocupacional, e outros procedimentos que visem ajudá-lo a lidar com mais facilidade com as dificuldades do dia a dia.

Novidades no tratamento a esquizofrenia

Cada vez mais estão sendo lançadas novas medicações para o tratamento da esquizofrenia com menos efeito colateral e com maior eficácia.
Dentre essas medicações se destacam aquelas que são de depósito, ou seja, as medicações que podem ser aplicadas de forma injetável a cada certo período, sem a necessidade de administrar a medicação diariamente.
Como exemplo temos a Risperidona injetável a cada 15 dias e a Paliperidona Injetável a cada 1 mês. Logo mais está previsto o lançamento da Paliperidona Injetável trimestral, o que facilitaria muito a manutenção principalmente de pacientes não aderentes ao tratamento via oral.

Como os familiares podem colaborar com o paciente?

1- Não contrarie os delírios. Tente tangenciar o assunto e sempre tente focar nos comportamentos saudáveis. Contrariar só irá deixá-lo irritado e devido a doença, nunca poderemos convencê-lo do contrário.
2- Não tenha medo do paciente. Aja naturalmente, pois sentimentos como raiva e medo pode gerar pensamentos paranóicos no paciente.
3- Seja firme em relação a medicação. Quando for muito difícil a administração, solicite ajuda de um profissional. Dar a medicação escondida é complicado pois se o paciente descobre, ele ficará paranóico com a família com razão, impossibilitando as outras abordagens e condutas terapêuticas.
4- Oriente e informe as pessoas próximas do convívio do paciente para que o ambiente seja mais harmônico possível.