Ansiedade Generalizada

Ansiedade 

A ansiedade, de um modo geral, pode ser definida como uma sensação difusa, vaga e sempre desagradável de apreensão. Ela é um sinal de alerta, indica que existe um perigo próximo, porém não exatamente definido.

Assim, a ansiedade faz com que as pessoas possam tomar medidas para lidar com essa ameaça. Essa ameaça pode ser externa (um perigo do “mundo”) ou, ainda, uma ameaça interna (sensações, pensamentos e desempenho da própria pessoa). Quando em níveis normais, a ansiedade capacita a pessoa a tomar medidas para lidar com a ameaça, ou seja, leva o indivíduo a tomar medidas para evitar o perigo ou diminuir suas consequências.

Porém, existem alguns casos em que a ansiedade torna-se patológica. São quadros em que os sintomas ansiosos se tornam tão intensos e frequentes que “paralisam” o indivíduo, trazendo muitas dificuldades na vida social, familiar e profissional/acadêmica.

Transtorno de Ansiedade Generalizada & Transtorno do Pânico

O TAG é um quadro definido, em linhas gerais, como uma ansiedade e preocupação excessivas com vários acontecimentos ou atividades, na maioria dos dias , por um período de pelo menos 6 meses. É um transtorno comum, que pode atingir até 8% das pessoas. Ele compromete áreas muitos importantes da vida dos indivíduos acometidos, levando a uma procura grande de serviços de saúde e uma perda importante de qualidade de vida.

Sintomas

TAG é caracterizado por sintomas ansiosos persistentes que afetam comportamentos do paciente em várias situações do dia-a-dia. Em geral, o indivíduo considera difícil controlar suas preocupações, mesmo em momentos de descanso. A ansiedade e preocupação são acompanhadas de sintomas variáveis ao longo do dia como tensão muscular ( tremores, dores musculares recorrentes), cansaço constante, dores de cabeça, palpitações, sudorese, tontura, ondas de frio ou calor, sensação de falta de ar e urgência miccional (ou seja, desejo de urinar vários vezes ao dia).

Em outras palavras, é muito difícil para o portador de TAG “deixar de se preocupar”. Isso faz com que o corpo emita sinais que indicam uma sobrecarga: dores difusas e constantes, irritabilidade exacerbada, cansaço e fadiga constantes, concentração ruim e, em alguns casos, podem surgir alguns sintomas depressivos como tristeza, perda de prazer, sentimentos de culpa e falta de perspectiva com o futuro.

Observa-se que o número de sintomas físicos possíveis são muito grandes. Assim, é muito comum que o paciente no início do quadro procure tratamento para vários desses sintomas, por vezes consultando várias especialidades médicas antes da procura a um psiquiatra.

Em casos mais graves, os pacientes passam a apresentar crises de ansiedade com sintomas de pânico, nas quais além dos sintomas físicos já descritos, os pacientes relatam sensação de morte.

Diagnóstico

O TAG pode surgir em qualquer idade. Em geral, observa-se que muitas pessoas experimentam os sintomas após os 20 anos, em período de transição da adolescência para a vida adulta Porém, esse quadro pode ocorrer em crianças, adolescentes e adultos. O diagnóstico é clínico, baseado em entrevista com médico especialista, na qual são coletadas informações sobre a família, história de vida, momento de vida atual, uso de substâncias e quadros clínicas associados. Na maioria das vezes, são solicitados exames de sangue e de imagem para avaliar se existem outras condições clínicas, como problemas de tireoide, alterações hormonais, cardíacas, neurológicas).

Tratamento

Para o tratamento efetivo do TAG, o primeiro passo é o diagnóstico correto.

Como dito, o TAG muitas vezes apresenta-se com muitos sintomas físicos, levando os indivíduos a procurarem inicialmente outras especialidades médicas, como pronto-socorros, clínicos gerais e cardiologistas, o que pode muitas vezes atrasar o diagnóstico. O tratamento é realizado tanto com medicamentos como com psicoterapia, sendo que o tratamento combinado, em geral, tem resultados mais efetivos. Em relação o tratamento medicamentoso, a classe de medicações mais usadas são os antidepressivos.

A psicoterapia também tem um papel importante no tratamento, sendo eficaz sozinha ou combinada.

Novidades no Tratamento da Ansiedade

Atualmente é considerado como primeira linha tratamento com antidepressivos serotoninérgicos e, no entanto, percebemos que dificilmente o paciente se sente 100% confortável com essas medicações.

Como novidades de tratamento ainda não comprovadas em pesquisas mas com evidências de eficácia na prática clínica podemos citar a associação com o Lítio para prevenção das crises, associação com Carbamazepina para redução da ansiedade basal, e temos medicações novas como a Buspirona e a Pregabalina que têm demonstrado ótima resposta no tratamento.

Outras medicações não psiquiátricas como as cardiológicas que diminuem a frequência cardíaca também são utilizados para controle do tremor e da taquicardia.

Como tratamento não medicamentoso podemos citar a Estimulação Magnética Transcraniana, que cada vez mais tem mostrado eficácia em quadros mais leves do transtorno.

 

Dicas para melhorar a crise de pânico

1- Sente em local com pouco barulho e pouca luminosidade.
2- Beba um copo d’água lentamente.
3- Respire devagar e profundamente.
4- Tente prender o ar o máximo possível.