Dr. Thomas

F.A.Q

Essas são perguntas frequentes de pacientes sobre psiquiatria e atendimento psiquiatrico. Se voce tiver outras dúvidas sobre saúde mental em geral ou sobre quadros específicos, envie sua pergunta para - Sua pergunta não será publicada sem sua prévia autorização.

Essa é uma pergunta muito frequente no consultório. O psiquiatra é, antes de tudo, um médico. A psiquiatria é uma especialidade da medicina, como oftalmologia, dermatologia, ortopedia, pediatria, entre outras. O psiquiatra é o médico capacitado para avaliar se um conjunto de sintomas físicos, psíquicos e comportamentais apresentados por um indivíduo fazem parte da normalidade ou se constituem um quadro patológico. Esse quadro patológico pode ser tanto clínico ( como hipotireoidismo, anemia, deficiências vitamínicas e diversas outras condições) quando psíquico. A partir do diagnóstico, o psiquiatra é o profissional mais qualificado para planejar, juntamente com o paciente, quais as melhores opções terapêuticas, incluindo psicoterapia, medicações e outras modalidades. O psicólogo é um especialista no funcionamento psíquico do indivíduo. Possui uma formação em Psicologia. A partir da avaliação diagnóstica, quando indicada a psicoterapia, o psicólogo é o profissional que guia o paciente, ajudando a conhecer seu próprio psiquismo e seus padrões de ações e a ter uma flexibilidade psicológica maior, ou seja, a aprender novas formas de lidar com seus sentimentos, pensamentos e ações.
A consulta psiquiátrica, em geral, tem uma duração maior que uma consulta médica de outra especialidade. Na primeira consulta, é realizada uma anamnese completa, através de um histórico detalhado. Entre outras informações, são coletados dados pessoais, presença de quadros clínicos, medicações em uso e ja utilizadas, histórico familiar e pessoal. Muitas vezes, são solicitados exames complementares. O diagnóstico é realizado, em geral, em uma ou duas consultas psiquiátricas. Nas consultas subsequentes, a duração também é maior que de uma consulta de retorno em outras especialidades. Isso porque é necessário avaliar-se de forma mais completa possível como foi o impacto do tratamento na vida social, profissional, pessoal e familiar do paciente, os efeitos colaterais e o tamanho da melhora, assim como planejar as próximas etapas do tratamento.
Muito se evoluiu ao longo dos últimos anos no entendimento de como se desenvolve um transtorno psiquiátrico. Conhecemos muito mais sobre características genéticas, alterações em estruturas e funcionamentos cerebrais que ocorrem nesses quadros, alterações inflamatórias, imunológicas e hormonais associadas. Porém, apesar de todos avanços, nenhum exame ainda tem poder suficiente para, por si só, diagnosticar um transtorno mental. Ou seja, o diagnóstico é realizado através da anamnese clínica e do exame físico e psíquico do paciente na consulta. Contudo, é muito comum a solicitação de exames de sangue, urina e de imagem cerebrais complementares. Eles ajudam a avaliar se existe algum quadro associado que, se tratado, pode ajudar muito na melhora dos sintomas.
Não! Os medicamentos psiquiátricos evoluíram muito ao longo dos anos. Atualmente, existem medicamentos muito eficientes, que não viciam e não deixam a pessoa “dopada”, lentificada – e mais ainda: podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida. A maioria das medicações psiquiátricas, principalmente as mais recentes, causa poucos efeitos colaterais e, normalmente, os tratamentos se dão por períodos determinados com o objetivo sempre de manter o indivíduo bem a longo prazo sem utilizar medicações ou com uso de doses muito baixas.
Não! Ter um transtorno mental nem é sinal de fraqueza, nem de falha de caráter, mas, sim, um conjunto de fatores internos e externos. Ter um transtorno mental é uma somatória de predisposição genética, alterações clínicas e ambientais ao longo da infância, eventos estressores atuais ou prévios e alterações químicas cerebrais. A pessoa não é louca, nem fraca e, muito menos, escolhe voluntariamente estar nessa situação. Possui, sim, um quadro como outra qualquer, como diabetes, por exemplo. É necessário buscar tratamento para que os sintomas sejam controlados e, assim, a pessoa possa levar uma vida normal.
A depressão, assim como a maioria dos quadros psiquiátricos, possui sim um componente genético. Estudos apontam que parentes de primeiro grau de indivíduos com transtorno depressivo apresentam duas a três vezes mais chances de terem um quadro depressivo do que a população geral. Mas apesar de haver esse componente genético, existem outros fatores que contribuem para o desenvolvimento ou não do quadro de depressão como eventos da primeira infância, estrutura familiar, algumas doenças clínicas e presença de estressores ambientais, entre outros. Assim, a avaliação de um especialista seria a melhor forma de avaliar os fatores envolvidos e decider as melhores opções terapeuticas.
Sim. Qualquer transtorno que interfere no humor e no comportamento. Assim, quadros depressivos e diversos tipos de quadros ansiosos podem interferir de forma intensa no desempenho e resultado do trabalho. Estudos recentes mostraram, por exemplo, que a depressão já é a segunda causa mais comum de invalidez em todo o mundo.
Não. A psiquiatria é a especialidade médica que diagnostica e trata casos de sofrimento emocional intenso e alterações comportamentais – às vezes muito sutis – que prejudicam a vida social, profissional, sentimental e familiar do indivíduo Ou seja, o caso não precisa ser grave para se procurar um psiquiatra – aliás, deve-se buscar ajuda profissional justamente para o quadro não se agravar.
Não! Tristeza e depressão não são a mesma coisa. Tristeza é um sentimento que todos nós sentimos em situações difíceis, como na perda de alguém querido. Já o transtorno depressivo é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas que, além do sentimento de tristeza, engloba sintomas cognitivos (alterações de memória e concentração), alterações de funções vitais como sono e apetite, diminuição da capacidade de sentir prazer e da motivação para se envolver em diversas atividades e pode, em alguns casos, levar o indivíduo a apresentar pensamentos relacionados à própria morte. A tristeza não precisa de tratamento, já o quadro depressivo sim.